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Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
Sou escritora desde os onze anos de idade.Meu primeiro livro publicado é "Soltando as Amarras", poesias num misto de romance, auto ajuda, homenagens e quebra de paradigmas.Escrevo vários gêneros literários. Tenho outros livros prontos para publicação, inclusive infantis. Creio que tenho por missão transmitir ao meu semelhante através de meus textos palavras edificantes e que causem impacto é uma fé imensa na vida e na humanidade. Fazer feliz as pessoas é meu maior prazer. Faço parte da Leia/JF, Liga de escritores, autores e ilustradores de Juiz de Fora. Sou da Academia de Letras Joaquim Osório Duque Estrada no município de Paty do Alferes onde residi por trinta e cinco anos. A vida é um belo presente.

domingo, 12 de junho de 2011

Dia de Santo Antônio


Santo Antônio é o Santo mais popular do Brasil e, também, é conhecido por ser o Padroeiro dos pobres, Santo casamenteiro, sempre sendo invocado para se achar objetos perdidos.

Conheci uma mocinha que desde pequenina afeiçoou-se a Santo Antônio. Sua avó materna era Lisboeta e trouxe de Portugal uma imagem do Santo fluorescente, ela ficava iluminada no escuro. Ela gostava tanto desse efeito que o colocou na sua mesinha de cabeceira e a imagem do Santo era seu objeto preferido , sempre que podia rezava diante da mesma. Ao tornar-se mocinha foi incentivada por amigas e pela avó a fazer as famosas simpatias na noite de Santo Antônio, isto é, na véspera do dia. E quando começou a namorar (tinha apenas três meses de namoro) e dezesseis anos de idade resolveu fazer uma simpatia pois tinha curiosidade de saber se iria casar-se com ele.

Foi bem tarde da noite colocar uma bacia ao sereno com vários pedacinhos de papel enrolados com diversos nomes de rapazes, mesmo quem nem conhecia, porém no meio deles só havia um que instigava sua curiosidade, o de seu namorado. Era o único nome composto que estava mergulhado naquela água..

Na manhã seguinte acordou cedinho e foi verificar o papel que estaria aberto, mas... para sua surpresa nenhum papel se abriu e ela ficou desolada, achou que ficaria solteira e que seu primeiro namorado não se casaria com ela. Ele já com poucos meses de namoro falava em casamento e comprou um armário para a cozinha deles quando se casassem. Contou para as amigas e a avó que não se casaria, sua avó consolou-a dizendo que talvez não fosse a hora de saber, era nova e o que Deus determina para nós tem um tempo certo.

Passou o dia pensativa e foi dormir mais cedo naquela noite.

Ao amanhecer em meio as cobertas ainda de olhos fechados sentiu algo atrapalhando seu rosto, enrolado em seu pescoço e cobrindo sua cabeça. Ao despertar estava envolvida num véu branco, sim de filó, E constatou ser seu véu de ir à Igreja. _ Meus Deus! Exclamou, como veio parar aqui em minha cama no meio de minhas cobertas ? Um mistério que até hoje não teve explicação. O véu ficava sempre guardado dentro de uma caixinha em seu armário. Sua avó concluiu que ela não iria ficar solteira não, aquilo poderia ser um sinal para não preocupar-se.

Dois anos depois essa mocinha estava se casando com o rapaz que foi seu primeiro e único namorado. E depois dessa simpatia feita dois anos antes, ela não mais repetiu. Deu como encerrado o assunto, e conscientizou-se de que o véu poderia ter sido mesmo um aviso ou uma tremenda coincidência até a presente data sem explicação.

A fama de Santo Casamenteiro ainda hoje é muito propagada, no entanto sempre que ela perde algum objeto e não consegue encontrá-lo reza para Santo Antônio, aprendeu isso com sua falecida avó, e acaba lembrando-se de onde poderá achá-lo. E esse respeito e devoção ao Padroeiro dos Pobres permanece até os dias atuais.

Salve Santo Antônio!

Denise Vieira Doro


















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